Parceria com a Natureza e Pensamento Estratégico
Valter San Martin Ribeiro
 
       O homem, durante séculos, usou e  degradou a natureza. Agora, ela vem dando sinais, por meio do efeito estufa, das tempestades, do degelo dos pólos e de outros, que está se revoltando contra isso.

       Não é necessário que façamos muito esforço para lembrarmos quando os rios eram repletos de peixes e esses serviam de alimentação, assim como das temperaturas definidas, ou seja: no verão fazia calor e no inverno fazia frio.

       Vejamos o caso da água potável. Estudos já indicam que, a permanecer o mesmo tratamento dado à natureza, em breve teremos dificuldade para obter esse líquido tão precioso, não se descartando a hipótese de haver conflitos por causa dele.

       Poderíamos abordar também a questão da alimentação, pois até quando a terra terá força para que o milho, o arroz ou o feijão brotem viçosos, dotando a população mundial de energia?

       E é no esteio dessa reflexão que acredito no despertar das nações. Em meu imaginário, consigo vislumbrar um encontro envolvendo o G7, o G13 e tantos outros reunidos na mesma mesa, discutindo o quê, quando e onde fazer para evitar o aniquilamento da natureza.

       A meu ver, a solução para muitos danos causados pelo homem à natureza está em seu modus vivendi. Tomemos o exemplo do tratamento do lixo no Japão, onde esse tratamento não é opcional. Os sacos de lixo são identificados por etiquetas com códigos de barra e, no tratamento do material pela empresa responsável, é verificado se houve a separação preestabelecida. Em caso negativo, é imposta uma multa ao morador.

       Evidentemente, teve de ser feito todo um trabalho de conscientização por parte da sociedade (governos, ongs, associações, sindicatos e outras instituições) à população, assim como as usinas para tratamento de lixo tiveram de ser construídas e/ou adaptadas. Se pensarmos em aplicar essa solução em mais países, campanhas publicitárias divulgadas por meio da mídia falada, escrita e televisiva trariam em seu escopo a mensagem de que cada um de nós é responsável pelo que já ocorreu e pelo que ocorrerá em nosso planeta.

       Para reflexão, poderiam ser identificados gestos simples cometidos por muitos de nós, como atirar um papel de bala ou uma goma de mascar no chão.