Agora é entre-vistas
Alcina Molina[1]

      Até o meio do século XX, a premissa das empresas em relação aos candidatos era a de que estando eles desempregados ou em uma situação profissional inferior à oferecida pela empresa, logo ela se colocava e comandava a entrevista, deixando claro os deveres, e a questão remuneração era algo proibido de se falar. Todavia, chegou a internet, dentre outros meios de cultura e informação, e o acesso à universidade ficou mais democrático; logo, estamos em um momento social em que, se uma empresa convoca um candidato para uma entre-vistas, saber a área de atuação da mesma e a diferença que ele fará nela, é condição sine qua non para o sucesso dele.

      Sendo assim, as dicas para uma boa entre-vistas são aquelas que motivam o candidato, agora chamado de profissional, a se desenvolver, a estudar mais, a ler muito e a se relacionar com o máximo de pessoas possível. O resto é questão de bom senso.

      O profissional que está em busca de uma colocação precisa compreender que as empresas têm culturas e valores; conhecer essa cultura e avaliar se esses valores são condizentes com o candidato é fundamental.

      A maioria das empresas sabe que a relação, agora, é de cooperação; por isso, da nomenclatura colaborador, ambos haverão de ganhar, empresa e profissional; para tanto, as contratações valorizam mais as competências comportamentais, ao invés de só valorizar as competências técnicas. Por isso é que muitas vezes aceitam trazer um profissional que não esteja cem por cento qualificado, em termos técnicos, mas que tem o perfil quanto aos valores e comportamento da empresa.

      Sendo assim, a melhor dica é ser verdadeiro e saber que está ali para uma entre-vistas, na qual o interessado se apresenta como profissional que sabe o quer e sabe o que a empresa busca em um profissional.
O sucesso é certo quando se sabe para onde se quer ir, e como se vai.



[1] Professora Mestre dos Cursos de Administração, Ciências Contábeis e Direito.